Cuidado...Homens abusam da pílula azul e colocam em risco a própria saúde!

16 de julho de 2015

Maioria dos usuários de remédios para disfunção erétil não foi ao médico previamente

Cerca de um terço dos brasileiros de 35 anos ou mais de idade (29%) toma estimulantes sexuais, como o Viagra e similares. E, para melhorar o desempenho na hora do sexo, a maioria arrisca a própria saúde: mais da metade (62%) dos que usam os remédios o fazem sem prescrição médica. Os dados são de pesquisa da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). Segundo especialistas, quem se automedica pode sofrer com os efeitos colaterais dos medicamentos, como diarreia e dores de cabeça e musculares.

Em parceria com o laboratório Bayer, o levantamento analisou 3.200 voluntários em oito cidades, como Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. Entre os homens que tomam fármacos sem indicação médica, quase a metade (41%) pede sugestão a amigos. Há também aqueles que adquirem o produto sem receita na farmácia (39%) e até os que compram no camelô (5%). “É preciso tomar cuidado. Pacientes com doenças cardiovasculares, por exemplo, não podem tomar remédios com a substância nitrato”, destaca o chefe do Departamento de Andrologia da SBU, Antonio de Moraes Júnior.

A pesquisa relatou ainda que entre os motivos do uso do fármaco estão melhorar a ‘performance’ e ter mais tempo de ereção (55%); e aumentar o desejo sexual (25%).

De acordo com Antonio, antes de tomar os remédios, os homens precisam consultar um especialista. Por meio de exames clínicos, o médico diagnostica a causa do problema, que costuma ser falta de testosterona. Isto ocorre sobretudo em quem tem andropausa — espécie de ‘menopausa’ dos homens’, que começa a partir dos 45 anos e provoca desânimo, além de dificuldades de ereção. A disfunção sexual pode ser causada também por outras doenças, como diabetes e hipertensão. Obesos e fumantes também têm chances de apresentar o problema.

Mas a procura por urologistas ainda é baixa no país. Segundo a pesquisa, 51% dos homens nunca foram ao especialista. Entre os fatores, os voluntários alegaram falta de tempo (33%), nenhum motivo específico (32%) e medo de descobrir doenças (15%). “Há uma falta de informação sobre a importância de ir ao urologista. O trabalho de educação sexual deve vir da base escolar, para que consigamos melhorar esses números no futuro”, explica Antonio.
Injeções ou próteses

O tratamento de disfunção erétil costuma ter três vertentes, afirma o urologista Antonio de Moraes. A primeira envolve o uso de medicamentos e, caso eles não resolvam, os especialistas costumam indicar injeções no pênis. Se nenhum dos dois métodos ajudar, o ideal é que o homem coloque uma prótese peniana, sugere Antonio.

Mas há ainda casos em que o paciente pode melhorar sem tomar remédios, como os obesos e fumantes. Segundo o urologista, esse grupo de risco pode melhorar o desempenho sexual por meio de prática de exercícios físicos e controle da pressão arterial.
Fonte: Terra

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