Tarcísio Maia tem suspeita de H1N1, mas não tem máscara e aspiradores estão quebrados

11 de fevereiro de 2015

O Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM, em Mossoró, passa por uma crise de abastecimento de medicamentos e materiais hospitalares, como gaze e

máscaras descartáveis, e possui equipamentos quebrados, como o autoclave e nove aspiradores de secreção.

Servidores e pacientes estão expostos ao risco de contaminação de doenças. Nos nove leitos da UTI, todos os aspiradores estão quebrados. A situação é tão dramática que os servidores improvisam e tentam isolar os equipamentos até com fita adesiva, para se proteger. Mas as marcas de sangue e secreção nas paredes e leitos mostram o grande risco de contaminação.

O temor dos servidores aumentou nos últimos 40 dias, quando o hospital recebeu dois pacientes com suspeitas da gripe H1N1 e um deles veio à óbito. A Sesap não divulgou ainda o resultado dos exames, encaminhada para o Instituto Evandro Chagas, no Pará, no dia 8 de janeiro, e para o Lacen, no dia 13 de janeiro.

A falta de informações aumenta o receio dos servidores. “Até nas ruas as pessoas estão falando de casos de mortes por H1N1, mas nós que temos que lidar com todos esses problemas, não sabemos de nada, estamos sem informação e até sem máscaras”, afirmou Rita Alves, servidora no hospital e diretora do Sindsaúde-RN.

O autoclave, aparelho usado para esterilização de materiais, está funcionando. No entanto, o ar condicionado da sala está quebrado e os servidores têm que aguentar a alta temperatura.

A situação do Tarcísio Maia e dos principais hospitais será discutida em audiência com o novo secretário estadual de Saúde, Ricardo Lagreca, no dia 11, às 10h.

Fonte: Defato

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