RN registra 14 mortes por raios entre 2000 e 2014

3 de fevereiro de 2015

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O Rio Grande do Norte integra a lista de estados brasileiros que registraram mortes por raios entre 2000 e 2014. Dados do Grupo de Eletricidade Atmosférica (ELAT) do

Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) mostra que o RN foi palco para 14 casos dentro do período levantado.

"O Grupo de Eletricidade Atmosférica (ELAT) do INPE não tem registro de mortes por raio em 2014 no Rio Grande do Norte. Entre 2000 e 2014, ocorreram 14 fatalidades por raios no estado", detalhou.

Com base em informações fornecidas pela imprensa, Defesa Civil e Ministério da Saúde, o ELAT apontou que no ano passado houve 98 mortes no país, uma à menos do que em 2013. Desta vez, os estados que apresentaram mais vítimas fatais foram São Paulo (17 mortes), Maranhão (16), Piauí (7), Amazonas e Pará (com seis mortes cada um).

As cidades que tiveram maior número de vítimas em 2014 foram: São Paulo com cinco vítimas no total, Praia Grande (SP) com quatro vítimas, Pauini (AM), Wanderley (BA) e Igarapé Grande (MA) com duas vítimas fatais cada. As principais circunstâncias de morte permanecem as mesmas de outros anos: 27% das vítimas estavam em atividades agropecuárias quando foram atingidas pelo raio e 20% estavam dentro de casa. Entre todas as vítimas, 56% viviam na zona rural.

Com os dados de 2014, o ELAT completa 15 anos de análises de mortes por raios no Brasil. A série histórica de 2000 a 2014 apresenta, pela primeira vez, a cidade de São Paulo como a recordista em número de mortes por raios no país. No período, houve 25 mortes por descargas atmosféricas na capital paulista, contra 22 fatalidades em Manaus (AM) até 2013, a primeira colocada no ranking.

O estado de São Paulo se mantém com o maior número de vítimas, com 288 casos em 15 anos. Minas Gerais apresentou no período 132 mortes e o Rio Grande do Sul, 130 fatalidades por raios. Outro dado que merece destaque é que, entre 2010 e 2015, apenas em um ano o número de mortes foi maior do que cem. Nos primeiros dez anos de pesquisa, em nove anos o número de mortes superou uma centena. Estes números sugerem uma redução nas mortes por raios no Brasil, possivelmente devido ao aumento de informações sobre prevenção, explica Osmar Pinto Junior, coordenador do ELAT.

Fonte: Defato

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