Oberdan Cattani, ídolo do Palmeiras, morre aos 95 anos

21 de junho de 2014

Último remanescente da época em que o clube paulista ainda se chamava Palestra Itália, ex-goleiro receberia um busto em sua homenagem neste mês

Oberdan Cattani defendeu o Palmeiras por treze anos, entre 1941 e 1954
Oberdan Cattani defendeu o Palmeiras por treze anos, entre 1941 e 1954 (Divulgação/Palmeiras)

O lendário goleiro palmeirense Oberdan Cattani, um dos maiores ídolos da história do clube paulista, morreu na noite desta sexta-feira, aos 95 anos, em São Paulo. O ex-jogador estava internado há dez dias no Hospital do Servidor Público, na Zona Sul da capital paulista. Segundo o Palmeiras, a causa da morte foi uma infecção pulmonar. O velório acontecerá na sede social do Palmeiras e o sepultamento será no Cemitério do Araçá.

Palestra Itália – Natural de Sorocaba, Oberdan inaugurou uma linhagem de grandes goleiros palmeirenses que contaria mais tarde com nomes como Emerson Leão e Marcos. Conhecido pelas mãos compridas e pela elasticidade nas defesas, Oberdan Cattani era também o último remanescente da época em que o Palmeiras ainda se chamava Palestra Itália. O ex-goleiro estava presente na partida contra o São Paulo, em 20 de setembro de 1942, quando o clube alviverde atuou pela primeira vez com o novo nome. A mudança foi provocada por uma exigência do governo de Getúlio Vargas, que proibiu referências aos países do Eixo na II Guerra Mundial. Dentro de campo, o Palmeiras venceu por 3 a 1 e levantou o Campeonato Paulista daquele ano.

Oberdan defendeu as cores do Palmeiras por treze anos, atuando em 351 partidas. O ex-goleiro conquistou quatro Campeonatos Paulistas (1942, 1944, 1947 e 1950), um Rio-São Paulo em 1951 e a Copa Rio de 1951. Oberdan também jogou pela seleção brasileira em 1944 e 1945, participando da campanha que terminou com o vice do Campeonato Sul-Americano. O goleiro, porém, teve o seu sonho de atuar na Copa de 1950 frustrado pelo treinador Flávio Costa, que optou por Barbosa e Castilho, que jogavam no futebol carioca. Depois de sair do Palmeiras, encerrou a carreira em outro clube com raízes italianas, o Juventus da Mooca.

Homenagem – Em um sinal da importância de Oberdan na história do clube, o Palmeiras aprovou, no final do ano passado, a construção de um busto em sua homenagem, honraria concedida apenas a outros três jogadores: Waldemar Fiume, Junqueira e Ademir da Guia – o ex-goleiro Marcos também deve ganhar o seu em breve. "Receber um busto me deixa muito feliz porque é uma consideração pelo que fiz por este clube. Aqui é minha casa! A diretora está reconhecendo meu trabalho e isso me deixa emocionado", declarou o ex-jogador na época. O monumento seria inaugurado neste mês, mas a família de Oberdan pediu o adiamento do evento por causa do frágil estado de saúde dele.
 
Fonte: http://veja.abril.com.br

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