RN contemporâneo Um tempo político em que tudo “depende”…

25 de fevereiro de 2014

A política do Rio Grande do Norte está bem distante do que víamos há alguns anos ou décadas. As lideranças autossuficientes, onipotentes ou messiânicas não existem mais.
Tudo depende de algo, de fatores exógenos (externos).
A palavra depende, quase imperceptível, está na engrenagem de tudo, até porque é quase impossível se separar oposição de situação, verde de encarnado, gato de lebre.
Henrique, Wilma e Fátima: vidas cruzadas
Robinson Faria (PSD) dependia da vontade do PMDB para ser candidato da oposição ao Governo do Estado, mas passou a depender do incentivo caviloso do PT.
O PMDB depende de Wilma de Faria (PSB) ser candidata ao Senado, para não atrapalhar seus projetos de chegar ao Governo do Estado.
Wilma de Faria (PSB) depende do PMDB para consolidar seu projeto pessoal de ser candidata ao Senado.
Fátima Bezerra (PT) depende de alguém aceitar se compor com o PT e ser candidato ao Governo do Estado, para poder arrimar sua postulação ao Senado.
José Agripino (DEM) depende de acordo com o PMDB de Henrique Alves, para poder garantir meios à reeleição do filho Felipe Maia (DEM) à Câmara Federal.
Henrique Alves depende de uma série de arrumações, composições, alianças, afagos e agrados para se viabilizar como candidato a governador.
Rosalba Ciarlini (DEM) depende de quase tudo, mas principalmente de um milagre para ser candidata à reeleição e, candidata, conseguir se reeleger.
E a gente – povo – depende da vontade, conchavos e aspirações pessoais deles.
Enfim, tudo depende de algo mais.
Ninguém tem forças para marchar só, com nariz empinado, com cenho triunfalista, sob a certeza da vitória.
Já é um bom começo para nós – povo.
Aí depende.
Há controvérsia.
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